Flavia Castro Massagem – Massagista rj – Zona Sul Rio de Janeiro

Existem diferentes fases em uma mulher.

O ciclo começa quando ficamos menstruadas, antes somos meninas. O arquétipo da criança.

Inocência

Busca pela liberdade

Quer conhecer o novo

O lúdico

Depois passamos a ter quatro fases:

1ª – Menstruação

2ª – Pré-Ovulação

3ª – Ovulação

4ª – TPM

Existem quatro arquétipos em nós, quatro características que tem a ver com nossas emoções e com nosso corpo físico. Quando tudo começa a fazer mais sentido. E começamos a aproveitar o que há de melhor em cada fase. Nos proteger, relaxar e deixar de nos exigir tanto no ciclo que não está tão potente no físico, por exemplo.

As mulheres que não menstruam ganham a conexão direta com a Lua que também tem quatro fases:

Nova

Crescente

Cheia

Minguante

E as que apesar de não terem útero. O útero energético você sempre vai ter.

Com o conhecimento dos arquétipos compreende-se a necessidade de a cada semana estar emitindo e vibrando um tipo de energia.

Intuitiva

Brincalhona

Misteriosa

Sexualidade mais ativa

 

Os arquétipos de cada fase do ciclo menstrual:

A ANCIÃ

Momento de se conectar com sua visão mais sábia. Usar roupas mais confortáveis. Deixar o sangue fluir naturalmente. O corpo vai estar um pouco mais redondo. Interessante observar as cores que está escolhendo:

Cinza, roxo, preto – Emoções mais densas

Amarelo, rosa claro e branco – Estou vivendo a menstruação de uma maneira mais tranquila.

Botar um vestido justo sabendo que meu quadril está mais largo e reclamar que estou inchada. Me diminuir… ou aceito! Para me sentir mais adaptada por que não colocar roupas mais leves.

Corresponde ao Inverno.

Estamos mais quietas. Muito natural perder a vontade de ir à festa, no encontro. Não faz tanto sentido estar socializando com os outros. Você quer ficar mais consigo. Está com pouca energia. Está sangrando. Não está disponível para a troca com o outro. Mais introspectiva. Sendo melhor se dedicar a própria autocura. Olhar para a própria vida e emoções com verdade e com consciência. Rezo. Vou aprender sobre a sabedoria das minhas ancestrais.

Pode-se colocar uma faixa, uma pulseira ou um colar que indica que você está menstruada para que saibam que naquele momento você está mais frágil, mais vulnerável. Para terem mais paciência com você e para você ter mais paciência consigo mesma. Usando isso a seu favor.

Não se obrigar a malhar ou ir com dor. Ao invés de tomar um remédio e ir, colocar uma bolsa de água quente no ventre. Tomar um chá, escutar uma música e se olhar. Depois eu vou malhar. Naquele momento meu corpo não quer. Não é o melhor para o meu corpo.

A mulher que tem dificuldade de viver esse período tem também uma questão em lidar com sua vulnerabilidade e até em pedir ajuda. Se reconhecer frágil. Nem sempre vamos estar disponível para o outro.

Podemos viver nosso momento de quietude, de silêncio e solidão. E está tudo bem! É só um momento! É só uma fase e logo em seguida vem outra. Dá aquele suspiro.

Então ao invés de você se lastimar, reclamar, botar a culpa na menstruação. Usufrua em maestria essa menstruação. Com tudo que essa fase tem de possibilidade de cura para te trazer.

Não é o momento que o seu raciocínio, que seu mental vai estar muito rápido. Você vai se perceber lenta. As vezes se esquece alguma coisa, é a anciã. Que tem muitas virtudes, a sabedoria. Mas o tempo já passou para essa anciã. O corpo já não é igual ao de uma menina de vinte anos, nem mesmo a memória e o raciocínio.

Importante sabermos disso. Aproveitar para:

Escrever

Cantar

Se conectar com suas ancestrais

Acessar seu subconsciente

Se conectar com os oráculos

Tudo muito mais fértil do que se obrigar a mexer o corpo, estar numa roda de amigos ou querer ser donzela enquanto você está anciã.

Ritual para essa fase – Plantar a Lua

É uma maneira de oferecer o que temos de sagrado para a Terra, que tanto nos dá. Quando eu separo meu sangue e doo em reverência à natureza e planto esse sangue. Eu estou mostrando o meu amor. Estou entregando o que tenho de mais belo, de mais poder, que é meu sangue.

Ao invés de ter raiva, nojo, implicância. Eu tenho devoção por ele. E sei que minha oferenda vai me conectar ainda mais com a Terra, com as minha ancestrais, com os seres de luz, as Deusas que me acompanham.

Existem algumas formas de você plantar a Lua:

Separar um pouquinho do sangue, botar água e logo em seguida entregar num vasinho ou direto na grama. No mar, na cachoeira. Normalmente o sangue do primeiro ou segundo dia.

Ou, com um pincel fazer desenhos.

Ou colocar nos meus Chakras antes de dormir. Pedindo para que o meu sangue me de uma nova visão e uma reconexão com cada Chakra e o que cada um significa.

Ter cuidado onde você vai plantar sua Lua. Por exemplo, não plantar onde tem espinhos, não é bom. E sim, na camomila, no alecrim e no manjericão. Plantas e ervas que tem uma energia mais amorosa e de alegria.  Não numa rosa com espinhos. Eu usufruo da medicina do saber dessa rosa de uma outra maneira.

Para isso é importante que você use o absorvente de pano ou o copinho. Imagina quanto absorvente descartável vai para a natureza. Uma mulher acumula 400 quilos de lixo descartável que tem 90% se sua composição em plástico. E demora 400 anos se decompor na natureza. Ou seja, não é apenas só para o seu bem, mas para o bem da natureza como um todo.

Essa é apenas uma das formas que você pode ritualizar o momento da anciã. Existem outras, como:

Reiki

Oráculos

Banhos energéticos

Meditação

Processos de respiração

Várias maneiras de usufruir de uma forma bela e bem feminina esse potente.

 

A DONZELA

É o botão de flor que está crescendo. Depois de viver a hibernação, momento de transformação, de limpeza que acontece na fase anciã que dura o período menstrual. A gente mergulha no momento da donzela.

A donzela é a pureza, é esse botão de flor, vontade de viver, de acontecer, é a curiosidade, é o dinamismo, é o mental. É quando o nosso o nosso ventre libera uma energia dinâmica que vai espiralando até a nossa mente. Nos torna mais intelectualizada, mais disposta a aprender. Você já percebeu que quando a gente é mais nova a gente se arrisca mais. Pode ter sim uma insegurança, uma certa imprudência e um impulso as vezes excessivo, porém quando a gente está conectada com a coragem da donzela a gente vai. Não se limita, procura, busca, gosta de aprender, mergulha, quer trocar, quer interagir com o outro.

A donzela é destemida, é autoconfiante, ela se joga, é aquela energia que faz acontecer, que organiza os projetos, que sonha e que principalmente ela acredita nesses sonhos então ela procura muito o externo. Enquanto na anciã estamos muito na introspecção nessa fase donzela a gente vai para fora. Queremos a troca, a soma e o conhecimento.

Essa fase está conectada com a pré-ovulação também associada a lua crescente e a primavera. Quando começa a aumentar a nossa energia vital e até mesmo uma certa curiosidade com a nossa sexualidade, com o nosso corpo. As atividades excelentes para fazer nesse momento é a dança, o exercício físico.

A donzela é aquela energia mais de pureza, mais motivada, mais corajosa, autoconfiante e muitas vezes até imprudente. Quando a gente é mais nova, os mais velhos e mais sábios olham e falam, mas que petulância, que ousadia que essa menina tem. A donzela não está preocupada quando ela está conectada com sua maestria, com seu poder com as características que vem dessa etapa, ela não quer saber do não. Ela busca o sim, quer pular etapas, quer fazer e acontecer. Ela é ação, ritmo, movimento, crescimento.

Enquanto na lua nova estamos escolhendo as sementes que queremos plantar, os projetos que queremos fazer. Na lua crescente é hora de arregaçarmos as mangas e fazer. Colocar de fato a mão na massa para os movimentos e as semeaduras acontecerem. Não é tempo de ficar muito parada, pelo contrário. Interessante para escrever, usar o seu mental. Quando está ativo e dinâmico, aproveito os insights que tive na lua nova, as percepções, as intuições e a mudança mesmo começo na lua crescente, nesse período da pré-ovulação.

Estamos muito mais voltadas para gente no sentido do que queremos e de nosso objetivos pessoais do que para o outro. Podendo até se tornar egoísta, queremos levar a vida de acordo com a nossa perspectiva com o nosso olhar. O aprendizado vem quase que impetuoso. Ouvir um não e ouvir regras, para a donzela é muito difícil. Por ter essa energia dinâmica, voltada para o externo, é o momento para dar start nos nossos sonhos, usar as percepções da fase anterior e começar a colocar em prática nesse momento.

Existe um crescimento espiritual, o lúdico e estamos extremamente criativas. Se você já sabe que esse momento acontece depois da menstruação então movimentos mais extrovertidos, mais dinâmicos e ousados e que dependem do seu mental e intelectual podem ser reservados para se pôr em prática na fase donzela. Vem a vontade de compartilhar nossos sonhos, nossa alegria. Queremos o mundo colorido e acontecendo e não parado ou estar com pessoas que limitem os nossos ideais. Queremos realmente florescer. O botãozinho que fica pequenininho e introspectivo na anciã começa a crescer como a primavera mesmo, para o mundo todo.

A donzela traz também a questão da caça desses sonhos e objetivos. Ajuda a nos identificar com a vontade de viver.

Mas também é muito comum termos questões associadas com a donzela. Por estar conectada com a nossa criança interior. E por muitas vezes nós mulheres termos que assumir responsabilidades antes do tempo. Questões que precisamos resolver enquanto ainda somos meninas. Sem sabedoria e discernimento para lidar com determinadas questões. Então é natural que a gente precise olhar e cuidar dessa donzela com muito amor e cuidado porque talvez ela tenha crescido antes do tempo. Então ela pode sim ter questões, frustrações e desequilíbrios e nossas atitudes mostram isso.

Uma das formas é se conectar com seus sonhos. Pensar se estou frustrada com eles, eles estão acontecendo. Estou conectada com meus propósitos e talentos, estou me ouvindo. Eu me amo, me permito ser feliz. Outra observação é: você sente inveja do outro, você gostaria de estar no lugar no outro. Você fica idealizando uma vida, o momento ideal para colocar os seus planos e projetos em prática. Fica sempre deixando para depois e tem dificuldade de ter responsabilidade com a sua vida, com o seu ser e sua caminhada.

Coloca sempre a culpa no outro ou chama para si com maturidade essas questões e se permite aprender. Porque muitas vezes por estar muito conectada com a autoconfiança, ela tem dificuldade em perdoar, ter compaixão e sororidade que é olhar para uma mulher com o mesmo amor que ela gostaria de ser olhada.

Então pode ter uma falta de empatia, pode só pensar nela, um certo egoísmo, sempre a visão dela, das questões dela. Afinal é uma menina que precisa de atenção e não foi olhada e abraçada como ela queria. Então está sempre batendo o pé, tem dificuldade em assumir compromissos e em manter sua palavra, está sempre voltando atrás.

Essas questões aparecem quando não está em equilíbrio, quando não está conectada com sua maestria e seu poder supremo dessa fase. Pode-se escrever, dançar, ritualizar o corpo, trabalhar a sexualidade sagrada. Mas quando se está desconectada com seu corpo, não valoriza sua beleza, acaba se entregando ou se colocando em situações em que se sente insegura, sente medo. Acaba podendo viver relacionamentos abusivos porque não se ama ou tem dificuldade de acreditar que alguém a ama. Dificuldade em se conectar com esse seu poder pessoal. Acaba usando até a energia sexual sem inteligência, sem a sabedoria que as demais fases oferecem. Pode ter relacionamentos imaturos, estar sempre discutindo, cada um olhando para si, por entre muitos términos.

Outra questão importante é a idealização. Quando estamos em desequilíbrio idealizando muito os outros, acreditando que essas pessoas podem nos salvar colocando no outro esse poder ao invés de nos conectarmos com o nosso poder e a gente mesmo ver essa salvação.

Sempre culpando o outro, apontando o dedo para o outros. É mais fácil responsabilizar o outro das nossas questões onde o outro tem obrigação de te tirar desse lugar ou até de uma terapeuta te trazer essa cura. É uma desconexão da sua realidade de perceber que estamos todos aqui em processo, ninguém é maior que ninguém. Claro que as vezes estamos em uma caminhada mais avançada, conectada com mais sabedoria, mas essa idealização, até de um príncipe encantado é um desequilíbrio da donzela. Basicamente um Peter Pan, que nunca quer crescer, se responsabilizar com suas questões, está sempre jogando no outro, de certa forma no mundo dos sonhos com dificuldade de materializar esses sonhos porque de alguma forma pede ajuda até do universo para que esses sonhos sejam concretizados ao invés de chamar para si a responsabilidade da manifestação desses sonhos.

Ao invés de estar entusiasmada, ser corajosa, confiante, ter sim uma libido, uma sexualidade, onde experimenta o corpo e ousa mais, mas tudo em equilíbrio.

Algumas das reflexões é perceber como você lida com hierarquia, é fácil para você perceber que algumas pessoal ocupam uma posição acima de você por exemplo no trabalho ou você está sempre querendo competir e com dificuldade de evidenciar esse aprendizado. Saber que outro tem mais experiência que você e provavelmente sabe mais sobre determinados assuntos.

Acredita que o lugar do outro é melhor do que o seu e também queria estar ali. É fácil para você pedir perdão, compaixão.

Essas são algumas das reflexões importantes na fase da donzela.

 

A MÃE

Se conecta com o período da ovulação. Período em que podemos engravidar. Tempo em que estamos muito radiantes com energia vibrante. Como ela grávida está bonita e iluminada. E nesse momento apesar se não estarmos grávidas estamos conectadas com essa energia. Muitas vezes ficamos mais bonitas, mais femininas.

Com energia do arquétipo de doar. Deixando de ser um pouco egoísta, impulsiva para começar a sentir e a se cuidar e cuidar do outro. Sem priorizar apenas as nossas vontades e quereres. Pensamos mais no outro, na família, no Planeta, na sociedade. Não tão egocêntrica e individualista tendo a sabedoria de perceber que a vida é um conjunto. Não adianta somente eu estar bem enquanto a sociedade não está bem. Ou seja, estamos mais desconectadas desse EU. Temos a possibilidade de viver essa entrega, de compartilhar, de somar, de integrar. Cuidar da gente, da nossa vida, do outro com muito mais amor, compaixão, sensibilidade e doçura. O que tem muito a ver com auto aceitação que acontece nesse período.

Temos a possibilidade de nos amar e nos perceber com todas as nossas virtudes, estamos um pouco mais maduras e amorosas com o nosso ser. A partir disso, quando me aceito, me reconheço e me valido, eu também olho e valido o outro com esse mesmo amor. Enquanto na Donzela vem como uma insegurança e uma certa imaturidade, na fase na mãe conseguimos nos perceber na totalidade e abraçar o outro como ele é.

Reconhecemos o nosso valor, nossa história, sabemos o quanto caminhamos para chegar até aqui e percebemos que o outro pode estar vivendo as mesmas questões, os mesmos temas e dificuldades na vida. Não vejo o outro com tanta separação e sim uma parte me mim fora do meu corpo como um filho ou uma filha da Deusa. Estou mais disponível para essa troca e para sustentar o belo e o bom na minha vida. Também a fazer algum sacrifício perante o outro.

Por valorizar mais a própria história conseguimos ter mais maturidade e responsabilidade perante nossos atos e nossas escolhas do que a donzela. Na fase mãe estamos mais amorosas, mais afetivas e isso pode ser visto na sexualidade onde olhamos mais para o outro, onde o carinho é mais doce e mais calmo. Onde há mais contemplação.

Mais conectadas com o nutrir, com o amor-próprio e aceitação conseguimos desenvolver essa troca afetiva seja no sexo ou nas relações como um todo saindo um pouco do nosso umbigo e do nosso olhar. Conhecendo o outro e nos tornando até mais generosas e cuidadosas.

Essa sabedoria firma muito mais as irmandades, a nutrição dos laços afetivos. Sendo mais fácil perdoar, olhar com mais ternura, ter mais compaixão com a nossa história e até com a vida do outro. Conectadas com a Lua cheia, representa também o verão, a plenitude e a energia do amor. Reverenciamos o sentir do outro, o extinto materno priorizando mais o bem comum.

Quando estamos com questões ou desequilíbrio nessa etapa do ciclo a gente se torna mais individualista, mais carrancuda, mais grosseira, com dificuldade de se amar. Com baixa autoestima, não reconhecemos o nosso valor. Dificuldade de somar, de compartilhar, de ouvir e de validar o outro. Uma mulher quando está com excesso de passionalidade, quando está muito sozinha, quando não quer trocar com o outro, quando está se anulando, não está se ouvindo, não está se percebendo. Quando coloca a família em primeiro lugar, família essa que tem um papel importante no arquétipo da mãe, porém a mãe também tem um lugar nessa família. Quando ela coloca a família em um pedestal e ela lá embaixo, quando ela doa toda sua energia e tudo que ela tem para essa família de alguma forma ela está se anulando.

Essa falta de consciência e de amor de si própria pode contribuir para a dificuldade de se respeitar e de se relacionar como um todo. Então ela começa a ficar sozinha, começa a se afastar. Também tem dificuldade em receber ajuda e afeto. Está sempre doando como se ela tivesse muito para entregar para o outro, mas ela é super auto suficiente porém no fundo tudo que ela quer é também receber afeto, cuidado, carinho e atenção.

Algumas reflexões que você pode trazer para esse momento é perceber sua prioridade na vida. Em que escala você está nessa prioridade. Como você se olha, como você se nutri de amor, como você cuida dos seus sonhos. Quem é você quando está trocando nas relações. Você deixa o outro comandar, você quer comandar ou quer encontrar um equilíbrio.

E a sua sexualidade, você consegue perceber seu corpo como sagrado. Ou você esqueceu que você tem um corpo porque você está doando tanta energia para sua família que você nem se percebe mais como uma mulher que merece sim ter prazer.

E principalmente, olhar, sentir e identificar como você recebe ajuda do outro e como você dá ajuda. Você aceita o tempo do outro ou quer impor a sua ajuda e que o outro tem que agradecer por você estar fazendo do seu jeito. Você consegue fazer um trabalho em equipe ou sua palavra é sempre a final.

Como anda o controle na sua vida. Você é daquele arquétipo de mãe que está sempre querendo controlar, julgar e criticar tudo ou você deixa o fluxo da vida acontecer. Acredita, tem esperança e confiança nesse amor maior que conduz a vida para uma realização boa é próspera.

 

A FEITICEIRA

Fase da tpm, que no mundo do sagrado feminino conhecemos como tempo para mim, tempo para meditar. Nesse momento estamos abrindo as conexões e nossa espiritualidade se torna extremamente forte. A feiticeira é o arquétipo dos insights, da intuição e do retorno para si mesma. Nos sentimos mais poderosas, se estamos mais conectadas com esses insights, com a intuição e você sabe como usá-los você sabe qual banho tomar, o que deve ou não falar.

Campo onde estamos mais receptivas a natureza. Seja a natureza externa, seja a nossa própria natureza. Traz uma energia mais sedutora. Traz tanto a luz quanto a sombra e a consciência para olhar para os dois temas. Traz esse mergulho e por isso muita gente tem medo porque com ela é a verdade absoluta.

Nos conecta com nosso subconsciente, com o mundo dos sonhos. Para quem gosta de interpretar é um momento muito benéfico para mergulhar nesses insights e nessa questão mais psíquica. Nesse mergulho cada mulher é convidada a vivenciar um olhar mais intimista para si mesma. Apesar de ser um momento que ficamos mais esquecidas e as vezes mais impacientes. Mas para viver a cura das fases anterior importante que essa fase seja vivida com toda a magnitude que nos traz.

É a hora da magia, do misticismo, dos banhos, dos rituais, das cerimonias. Então, se você quer por exemplo consultar o oráculo, ou as runas essa fase é excelente porque vai estar mais aberta a receber essas informações. Pela feiticeira ter a permissão e a possibilidade de enxergar com mais clareza nossas virtudes e nossas vulnerabilidades e quando estamos em equilíbrio com ela é muito natural que mulheres ajudem outras mulheres a enxergarem essas questões que temos tanto medo de ver e colocamos para debaixo do tapete.

A feiticeira as vezes fala coisas que a gente não quer ouvir, não quer escutar ou perceber. Porém elas são primordiais para nossa evolução. Lembra que ela faz a preparação para limpeza e transformação que vai vir na fase da anciã. Que trás a sabedoria para lidar com todos esses insights vividos durante a fase da feiticeira.

A feiticeira tem uma energia dinâmica muito similar com a energia da donzela. Mas enquanto a donzela está muito para o externo, para ir para a luta e para os desejos que ela quer. A feiticeira usa essa energia dinâmica para si. Para sua limpeza, para sua conexão, para sua visão interna, para escuta do seu Eu divino. Então ela consegue se empoderar, saber seus dons e seus talentos justamente por conta desse mergulho dinâmico que ela se permite nesse momento.

Por estar conectada com essa espiritualidade e autenticidade da mulher, é natural que as pessoas principalmente no mundo do patriarcado tenham medo da feiticeira. A feiticeira tem o poder e se ela sabe o caminho que tem que seguir, isso claro quando ela está conectada com seu poder em equilíbrio pois quando está em desequilíbrio ela é totalmente destruidora. Mas quando ela está conectada não tem ninguém que a tire do seu caminho e que lhe diga que aquela intuição que ela está percebendo e sentindo, não é verdade.

Muitas pessoas têm medo de quem é empodeirado de si e quem não tem essas relações de dependência e nem mesmo idealizam o outro. E a feiticeira assume esse poder. Outra questão importante é a sua sexualidade, que também tem a ver com a energia dinâmica da donzela, só que a donzela quer experimentar, ela não sabe muito bem sobre essa energia, nem como usá-la. Já a feiticeira tem muita consciência de como ela pode usar essa energia sexual, criativa, da vitalidade, de semear para o mundo, assim mesmo como a sedução. Ela gosta de brincar, seduzir, mostrar que ela é bela e que ela merece sim ser olhada por tudo e tanto que ela traz nas relações.

Por ter essa energia poderosa geralmente a feiticeira é vaidosa. Usa uma roupa que se sinta mais empodeirada, vem cores como o roxo, o cinza e o preto. Cores mais fechadas porque ela está mais intimista, porém dinâmica e conectada com ela. Ainda socializa com o outro apesar se ser um momento mais favorável para ela viver os insights dela. Tem um momento que ela precisa da sua escuta, da sua solidão e do seu tempo para sim. Então ela vai meditar, vai dançar, viver uma vaporização do útero e os banhos energéticos.

A feiticeira está conectada com a lua minguante que está associada ao outono. É um momento para se colocar, para dizer não. Mas acontece que quando está em desequilíbrio esse não é um não explosivo, agressivo e destruidor. Por isso é essencial reconhecer nossos ciclos, saber quando eles acontecem e poder usufruir de cada momento de uma forma bela e potente. Então nesse instante que estiver conectada com meus sonhos, com a minha intuição, vou tentar uma terapia, vou me ouvir e me escutar.

Mas por essa feiticeira estar conectada com tantos insights não é um momento favorável para tomada de decisões ou fazer algo que vai mudar nossa vida porque estamos com a recepção de muitas questões internas, muito intuitiva e ainda difícil saber filtrar apesar de estar com esse elo direto com o nosso Eu divino muito claro.

Pelo nosso mental estar com tanta informação, tão ativo e a gente muitas vezes esquecida de tantas coisas que queremos fazer e manifestar não é momento para uma decisão que que vá revolucionar a sua vida. Deixa para sentir essa energia na fase anciã e realmente seguir o caminho na donzela, ou seja, depois de passar por todos esses processos.

É natural que você queira comer chocolate. Mas quando a mulher não reserva esse momento de autocuidado para si, quando não faz uma massagem, uma meditação, quando não fica em silêncio, quando não faz uma mergulho nas próprias emoções nesse momento da feiticeira, pode se sentir embaralhada, confusa com as suas emoções.

As características que mostram desequilíbrio nesse momento é quando estamos agressivas porque precisamos de um tempo. Lembra que é tpm (tempo para mim). Sem esse tempo nos sentimos invalidadas, reprimidas e desrespeitadas. Até mesmo sobre a energia sexual, se ela não usufrui dessa libido que vem sim com a feiticeira, ela pode se sentir castrada. Não sabe nem onde colocar essa energia, porque é muita energia, é muito poder. Então se você não direciona esse poder, não usufrui com tudo que ele tem para te dar, você desprende esse poder de forma errada. Algo que vai te destruir, que vai destruir suas relações, que depois vai se arrepender, ser grossa, ser agressiva. Ou até mesmo ao contrário, ficar deprimida, chorar sem parar, ou comer todos os chocolates do mundo.

Em desequilibro podemos até sentir uma certa dor no busto, dor na lombar, dor na perda. Tem também o ciúmes nesse período até mesmo sem se reconhecer. A energia não está direcionada para algo que engrandeça, jogando a energia por ai depois nem conseguimos lidar com essa energia que foi desperdiçando no mundo. Essa passionalidade excessiva nos coloca em lugares que depois a gente se arrepende e em situações que não gostaríamos de estar.

Por isso é importante você saber o que representa a feiticeira, vivenciar a maestria dela, tudo que ela tem para te oferecer, aproveitar também esse momento criativo, acessar sopros de ideias que são difíceis na fase da mãe em que estamos muito voltadas para o outro. Momento para fazer algo que se sinta bem, botar uma música que movimente o corpo que eu olhe para o meu corpo e ache ele bonito. Apesar do corpo já um pouco maior, ainda tem uma libido, uma vontade de trocar e seduzir o outro, estamos ousando um pouco mais.

Algumas das reflexões importante nesse momento são: como eu lido, acesso e estimulo meus insights. Estou me obrigando a ser legal com o outro. Ser extrovertida, viver a troca que vivenciei na mãe. Eu me exijo tomar decisões. Como lido com a minha energia, vitalidade e vulnerabilidade. E o meu poder pessoal, eu aceito esse poder. Acessar a luz e acessar a sombra é fácil para mim ou quero ver só a luz ou só a sombra e ficar ali submersa em uma areia movediça. Eu coloco a culpa no outro das minhas questões, ou assumo também as minhas questões. Essas são algumas das reflexões para você viver nessa fase.

Fase tão linda, tão mágica. Tempo de muita intuição, muito ritual, de escutar e estar em contato com a natureza. A feiticeira é do caldeirão e quando estamos conectadas não tem nada nem ninguém que nos pare o nosso poder.

 

Nos próximos artigos, você mais conhecer alguns rituais para viver e cada uma das fases mencionadas aqui e entraremos no templo das sabedorias das nove energias que existem em nós e nesse feminino em nós.

 

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